Primeira Suzuki 750 era a 2 tempos com refrigeração líquida

Primeira Suzuki 750 era a 2 tempos com refrigeração líquida

Começou tudo em 1970 quando a Suzuki apresentou no Salão de Tóquio, no Japão, o protótipo da GT 750 com motor de 3 cilindros, com refrigeração a líquido e ciclo dois tempos.

Era a reação da Suzuki para superar a hegemonia da Honda CB 750 lançada em 1969 que estabeleceu novos parâmetros de performance na época.

Enquanto a Kawasaki preparava o aumento de cilindrada da H1 500 de 3 cilindros e dois tempos, que se tornaria H2 750, mantendo a refrigeração a ar, a Suzuki inovou adicionando a refrigeração líquida.

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Utilizava três carburadores, um para cada cilindro, três bobinas e três platinados. O sistema de lubrificação também era inovador, porque em vez de a mistura do óleo à gasolina ocorrer no depósito ou no carburador, como nas Yamaha, uma bomba levava o lubrificante aos rolamentos e coletores de admissão.

A estética deixava evidentes os diferenciais da GT, com cilindros “lisos” sem as aletas para refrigeração e o radiador que a Suzuki teve o cuidado de posicionar acima dos coletores de escape, mantendo-os com aparência.

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Apesar dos 3 cilindros, o modelo tinha quatro ponteiras de escape mantendo a simetria de dois pares de cada lado. Dos cilindros nas extremidades do motor saíam um tubo diretamente para cada ponteira, e do cilindro central o tubo dividia-se em dois.

A potência máxima de 68 cv surgia às 6.500 rpm e o binário máximo de 8,5 kgf.m a apenas às 5.500 rpm que se sobressaía nas acelerações.

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As primeiras unidades da GT 750 foram equipadas com travão duplo a tambor na dianteira, mas já em 1972 passaram a ser produzidas com travão a disco na dianteira e no ano seguinte veio o sistema duplo. Já em 1975 os carburadores de 38 mm foram substituídos por outros de 40 mm, elevando a potência da GT 750 para 70 cv.

O charme do ronco deste tricilíndrico não era a única atração da GT 750. Além de mais leve e vigorosa nas acelerações quando comparada à Honda CB 750, o painel de instrumentos incluía até indicador de temperatura do motor e indicador de velocidades digital (a partir de 1974).

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No final da década de 1970 o mercado de alta cilindrada já se tinha consolidado em torno da tecnologia de quatro tempos e surgiam as primeiras restrições de emissões nos Estados Unidos.

A Suzuki então substituiu a família GT (também tinha a 550 e a 380) pela GS, em 1977. Na Suzuki GS 750 foi adotado o motor de 4 cilindros refrigerado a ar com comando duplo para as oito válvulas, assim como a Kawasaki fez com a Z1 900. O grande avanço em performance seria dado em 1978 com o lançamento da nova GS 1000.